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BAIXO RISCO DE LESÃO E ALTA PERFORMANCE

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Entorse de Tornozelo: Como acontece e quais as consequências?

A entorse de tornozelo está presente em muitos esportes, assim como outras lesões, também pode estar relacionada às exigências que são incubidas aos atletas com frequência. Há estudos de grandes fisioterapeutas, como o que veremos abaixo, que explicam como acontece e as consequências da mesma.

A entorse lateral de tornozelo tem como MECANISMO mais comum de ocorrência a associação dos movimentos de adução do antepé, rotação medial do retropé, e inversão do tornozelo e flexão plantar (Martin et al., 2013).

A RUPTURA parcial ou completa dos ligamentos laterais do tornozelo, sejam eles talofibular anterior, calcaneofibular e/ou talofibular posterior, podem ser umas das principais consequências desta combinação de movimentos de maneira excessiva.

Uma revisão sistemática de Martin et al (2013) com 31 estudos, demonstrou que a maior taxa de INCIDÊNCIA, de entorse de tornozelo, aconteceu durante a prática de atividades esportivas. O Basquete foi o esporte com o maior índice dessa mesma taxa, correspondendo a 41,1% dos casos.

Os estudos inseridos nesta revisão sistemática demonstraram que, mesmo sem tratamento fisioterapêutico, acontece uma rápida diminuição de percepção da dor e da melhora da função nas primeiras 2 semanas após a lesão. No entanto, mesmo um ano após a lesão, muitos indivíduos apresentaram problemas residuais decorrentes da entorse como dor, instabilidade crônica, crepitação, fraqueza muscular (principalmente da musculatura intrínseca do pé), rigidez articular e edema. Estes sinais podem permanecer caso a lesão não seja corretamente tratada.

Fatores de risco da entorse

Os autores também identificaram FATORES DE RISCO intrínsecos e extrínsecos para a ocorrência da entorse. Dos fatores intrínsecos, os autores destacam as características musculoesqueléticas do indivíduo, história pregressa de entorses nos últimos 12 meses e o principal preditor para a mesma: a limitação da amplitude de dorsiflexão.

Os fatores extrínsecos estão relacionados com a DEMANDA exigida pela atividade de cada indivíduo, sua participação no treinamento neuromuscular e nível de competição.

A importância da avaliação fisioterápica para a entorse

A avaliação deve conter testes quantitativos e deve ser capaz de observar todos estes aspectos, que são importantes na detecção desta restrição em pessoas com instabilidade crônica de tornozelo. Desta forma, a avaliação auxilia também no trabalho de PREVENÇÃO de novas lesões.

Para avaliar estas propriedades, a revisão feita por Martin et al (2013) cita que testes como salto unipodal, Y-Test, Hop Test e/ou ADM de dorsiflexão, podem ser importantes para contribuir na identificação do PERFIL DE RISCO para nova entorse lateral de tornozelo no atleta.

Além disso, Martin et al (2013) demonstraram que os exercícios fisioterapêuticos para ganho de mobilidade articular, força muscular, coordenação motora e equilíbrio dinâmico são fundamentais para o AUMENTO da FUNÇÃO dos MMII em indivíduos com entorse.

A partir da interpretação dos resultados dos testes, o fisioterapeuta pode organizar o seu RACIOCÍNIO clínico, identificar a rede de DETERMINANTES do paciente e definir as INTERVENÇÕES que devem ser feitas para prevenção da entorse de tornozelo em cada indivíduo.

Os testes citados na revisão estão incluídos no PHAST! Ficou interessado em saber como avaliar e interpretar os resultados? Acesse o aplicativo e saiba o passo-a-passo para uma boa execução dos testes!